segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Sobre os corações de Dani

Eis que um coração nunca é perdido.

Eles me acham entrelinhas
Entretanto
Entre muitos
Por aí. 
Eu tenho o coração que quiser
Eu os entrelinho
Entreolho
Entre tantos
Me entrego. 

 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Breve

Do pouco que já vivi
E do muito talvez que irei viver
Resumo-me porém não finalizo-me
Vivo-me na brevidade 
Concedida a mim, felizmente, 
De ser eu.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Isso passa...

Sei lá... Bate um vento frio de vez em quando e eu fico assim pensativo, meio estranho, perco o sono, falo sozinho tentando decifrar ou pelo menos entender o real motivo das coisas. 
Isso passa, eu sei. Sei inclusive que preciso me situar em alguns aspectos mas confesso que meu sorriso muitas vezes disfarça lágrimas aqui do outro lado. 
Vai passar, eu sei. 
Vai passar...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Dói falar de amor

Dói falar do Amor
Quando ele já não existe
Quando ele aventurado desiste
Quando ele fica mudo e se cala
Dói falar do Amor
Quando ele não te bate mas te agride
Quando ele meramente regride
Quando ele já não espera na sala
Dói falar do Amor
Quando o telefone fica mudo e não toca
Quando ele vacila e se equivoca
Quando a música insiste em fazer lembrar
Dói falar do Amor
Quando ele emudecido grita
Quando ele à dor se adita
Quando ele, sozinho, te faz chorar

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Vagando


Vague pensamento, vague
Enquanto espero teu tempo
Tempo que tomas tanto longo
Quanto improvável
Vague tempo vago
Ócio odioso improdutivo
Relativamente infindo e impreciso
Que me disparas vulnerável
Aqui nada mais há nem há de haver
A não ser o pesar que pesa
A não ser a demora longa
E as ideias sem rumo
Eis-me aqui, ora pensativo
Indo a todas possibilidades
Sem estar em nenhuma.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Rascunhos


Por mais que puro prazer
Mais que o resumo do verso
Inverso ou oposto
Teu rosto permanece em mim
E por tal vontade ou por gosto
A noite brilha em meus olhos
E me trilha a lua prata
Que se mostra noturna
E me tortura a saudade 
A vontade que me inquieta 
E me preenche tua voz 
Que traz paz
E mesmo que perdido 
Me acho, me deixo
Pois não há nada demasiado
Forte, infinito, constante
Tua segurança firme
Porto, conforto diário
E entretanto temos muito
Enquanto eu te tenho tudo
Enquanto me tiveres
Ao lado


domingo, 24 de junho de 2012

Doce Menino

Por ser tão fantástico
Ou simplesmente por se esconder
Ali, acolá, aqui dentro
Por ordem desorientar
Desmistificar, destemer
Te olho nos olhos procurando por mim
Mas então você sorri
E desvia, distrai, desmonta
Toda e qualquer pretensão ou saudade
Qualquer fuga de realidade
Qualquer 
Por ser tão menino
Ou tão somente por ser assim
Apenas brinca, beija
Por vontade, vivacidade
Verdade ou valor
Para que te olhem nos olhos sem se achar
Porque você sorri
E desconta, denota, devolve
Toda e qualquer sensação de liberdade
Toda força inteira e não metade
Qualquer


(para meu amigo Brian Narciso... esse adulto no corpo de um menino)